Jornal da Hora - 03.05.2011 - Rádio Bandeirantes - 07h42
Empresário formador do novo líder!
Publicado em: 06/07/2010 Gerar um RSS desta página para um leitor de notícias e feeds

Por Francisco Trivellato*


Existe uma semente sendo plantada há anos na FENABRAVE que é o trabalho de formação de Novas Lideranças do Setor da Distribuição de Veículos. O objetivo é criar um processo contínuo de comunicação para que os jovens, filhos ou executivos com atuação nas distribuidoras de todas as marcas e segmentos (autos e comerciais leves, motocicletas, caminhões) aprendam e sintam-se motivados a participar das atividades político-associativas.


Na prática, queremos despertar a necessidade de olhar para além da sua empresa e atuar junto com colegas distribuidores nas Associações de Marca que são as entidades estruturadas para a defesa, promoção e valorização do negócio.


Neste envolvimento com os jovens fica evidente que o sucesso deste processo gradativo de engajamento depende da tomada de consciência do pai e/ou empresário quanto aos seguintes aspectos:


O primeiro é que, dada a formação acadêmica e de vida num mundo tecnológico, que valoriza a interatividade e globalização, os jovens querem conhecer de forma prática e detalhada, e, com seus pais todas as dimensões do negócio.


Esta vontade, muitas vezes confundida com ansiedade, tem que ser compreendida num contexto diferente da década de 90 quando o setor viveu forte crise e era difícil atrair interessados para a representação da Categoria da Distribuição de Veículos, vez que a decisão de se tornar empresário do segmento da Distribuição de Veículos foi motivada pela atratividade do negócio e não pela representação política que poderia fazer.


A implicação é que o empresário tem que criar as condições para canalizar toda esta energia positiva de forma a permitir o desenvolvimento do novo líder. Exemplo prático é o engajamento pessoal e a disponibilidade do empresário para explicar e comunicar de forma clara o que representa a liderança política.


O segundo é reconhecer seu papel como empresário de orientar o jovem sobre a importância da participação do Distribuidor de Veículos nas atividades da Associação de Marca. 


Temos vários depoimentos de jovens que se interessaram pela atividade e hoje exercem o papel da liderança política associativa a partir do convite de seus pais para conhecer as atividades da Associação de Marca.


O terceiro é contribuir para que a linguagem utilizada e a estratégia de engajamento dos jovens nas Associações de Marca sejam atraentes a este novo público.


Os jovens reconhecem a importância dos programas de formação de sucessores disponibilizados, mas gostariam de ter ampliadas as oportunidades de aprendizado vivenciando, por exemplo, como são tomadas as decisões e o funcionamento dessas entidades.


O quarto representa a síntese do fator de atratividade para esta nova geração de empresários, que certamente exercerão papéis de liderança associativa no futuro: a definição do que é ser líder nos tempos atuais.


Vemos como ponto comum de interesse e envolvimento dos jovens quando reconhecem na figura do líder enquanto empresário ou representante político associativo, aquele que consegue apresentar uma visão e prática na condução do negócio que gere resultados.


Eles estão sinalizando que a força política e aglutinadora virá daqueles que tenham a visão dos desafios e caminhos para melhoria do negócio da Distribuição de Veículos, o que é realmente desafiador. Muito mais que um jogo de palavras, deve-se colocar a capacidade política como decorrente da empresarial, o que poderá resultar numa perspectiva mais ampla de aproveitamento e surgimento de Novas Lideranças.


Eles estão sinalizando que a força política e aglutinadora virá daqueles que tenham a visão dos desafios e caminhos para melhoria do negócio da Distribuição de Veículos, o que é realmente desafiador. Muito mais que um jogo de palavras, deve-se colocar a capacidade política como decorrente da empresarial, o que poderá resultar numa perspectiva mais ampla de aproveitamento e surgimento de Novas


E isso só depende da sua vontade e disponibilidade de contribuir para o processo de formação, como líder empresarial a partir da sua própria empresa.


*Francisco Trivellato é consultor e coordenador da Comissão de Novas Lideranças da Fenabrave.

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