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Produção da indústria é festejada por Mantega, mas não por bancos | ![]() |
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O resultado da produção industrial de junho, divulgado ontem, provocou interpretações discrepantes. Para o governo, a expansão de 0,2% ante maio, considerando as sazonalidades, indica que a tão esperada reação da atividade econômica dá seus sinais. Para analistas, há indícios de que a retomada pode ser mais lenta que o previsto. "É um ponto de inflexão depois de ter um crescimento negativo durante vários meses consecutivos", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Eu vejo que agora é um ponto de virada e daqui para frente vamos ter resultados melhores." O otimismo foi acompanhado, em parte, pelos economistas do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que avaliam a alta como reflexo das medidas de estímulo que o governo vem tomando desde o início do ano. O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, por sua vez, calcula que neste ano poderá haver recuo maior do que o 1,5% antes previsto pela instituição para a média da Produção Industrial Mensal (PIM). Com os dados disponíveis, a indicação é de queda anualizada de 3,6%, índice que pode ser amenizado, pois se esperam resultados mais positivos nos próximos meses. "Continuamos vislumbrando retomada da produção industrial nos próximos meses, o que deve ser favorecido pela normalização dos estoques. A recuperação da atividade como um todo deve ser beneficiada pelos vários estímulos em curso, tais como o ciclo de redução dos juros e as desonerações fiscais. Contudo, não descartamos que esse processo de retomada seja mais moderado do que o previsto anteriormente", avalia o banco |
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