Jornal da Hora - 02.09.2011 - Rádio Bandeirantes - 13h59
Brinquedinho de gente grande, carro de luxo permite quase tudo
Publicado em: 02/08/2012 Gerar um RSS desta página para um leitor de notícias e feeds

Que o brasileiro é apaixonado por carros, todo mundo já sabe. Mas esta característica fica ainda mais evidente quando o que está em discussão são os modelos importados de luxo, que chegam a custar acima de R$ 1 milhão. E para as pessoas que nem assim ficam satisfeitas, há ainda a opção de solicitar um modelo sob medida, com as cores, inclusive as internas, ao gosto do freguês, ou mesmo importar, como pessoa física, um veículo não disponível no país.

Toninho Abdala se enquadra nesse perfil. Amante da marca britânica Bentley, há dois anos abriu uma revenda autorizada em São Paulo. Desde então foram vendidos 42 veículos entre os cinco modelos disponíveis no país. Para cada um deles, o cliente pode escolher entre uma das 45 cores disponíveis e 40 variedades de couro para o revestimento interno, além de diferentes opções de costura. "Quem compra um carro desses é quem tem dinheiro e bom gosto", defende o empresário.

De acordo com ele, do momento da compra até a entrega do veículo já customizado ao cliente, a demora é de, no máximo, quatro meses. "Nossos clientes são de todas as faixas etárias, já que os modelos disponíveis atendem a grande preferência do brasileiro", diz.
A opção de customização não é exclusiva da Bentley. Outras marcas de importados de luxo, como a Ferrari, também prestam esse serviço ao exigente cliente.
Também acostumado no trato com o público das classes A e B, a Harley Davidson afirma que esses clientes exigem um atendimento de qualidade e que avalia não só o preço da motocicleta, mas também o conforto, ergonomia e segurança, segundo o gerente de Marketing da marca no Brasil, Júlio Vitti. "Temos casos de clientes que querem alguma cor específica e que aí esperam pela montagem da motocicleta", diz.

O aumento do imposto sobre produtos industrializados (IPI) levou muitos consumidores a realizar as contas para ver se não compensaria fazer a importação do veículo diretamente, como pessoa física, e se valer, por meio de uma ação judicial, do não pagamento do IPI. "Essa é uma saída válida do ponto de vista tributária, mas em geral o custo do frente internacional não compensa. É algo muito caro quando é feito para um único objeto", avisa o tributarista Henrique Zaninetti, sócio do Siqueira Castro Advogados.

Fonte: Brasil Econômico – Finanças Pessoais – 02/08/2012 – Pág. 34 Enviar para um amigo CompartilharImprimir