Conta Corrente - Globo News - Edição: 31/03/2010 - 13h30
CONTRATOS DE CONCESSÃO
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Volume de negócios dos distribuidores aumenta, mas controle rígido dos fabricantes  avança em prejuízo do comerciante.

Os primeiros contratos de concessão na revenda de veículos foram assinados  depois que o Brasil passou a ter os primeiros carros montados no país, em 1920. Depois que a produção disparou na segunda metade do século XX, com os índices de nacionalização dos veículos crescendo cada vez mais, as montadoras se viram na obrigação de remodelar o sistema de distribuição em nível nacional e acabaram revendo os contratos em vigor. Além disso, a rede foi ampliada com o credenciamento de novas empresas que já comercializavam veículos (importados e usados) e  mesmo por algumas sem nenhuma tradição no ramo.
Os novos contratos de concessão, para os antigos e tradicionais distribuidores, significaram controle em nível comercial, administrativo e operacional ainda maior por parte das fábricas. Com as novas regras, os concessionários eram obrigados a manter estoques de carros, peças e acessórios de acordo com volume e prazos determinados pela montadora. O zoneamento da distribuição ficava a cargo da indústria, que tinha autonomia também para realizar modificações unilaterais dos contratos. Os concessionários ficavam sujeitos a interferência das fábricas em suas ações.
Apesar do quadro desfavorável em relação às montadoras, as concessionárias ganhavam status de "centro automobilístico", dada a explosão das vendas e ao aumento do número de serviços oferecidos. Entre 1957 e 1961, a produção automobilística saltou de 30.542 unidades para 145.584.
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