Volta do IPI e menor número de dias úteis afetam emplacamentos de automóveis em fevereiro

São Paulo, 5 de março de 2013


O setor automotivo global (todos os segmentos somados) registrou baixa de 2,03% no acumulado de 2013, se comparado ao mesmo período de 2012. Entre os meses de fevereiro e janeiro 2013, a retração foi de 22,62% e, na comparação entre o mês de fevereiro/2013 e 2012, a queda foi de 11,75%.
Todos os segmentos tiveram resultado negativo no período, por razões distintas. Veja a seguir os comentários da Fenabrave, que realizou coletiva de imprensa nesta terça-feira, 5 de março.

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alarico_coletivaO presidente executivo da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, comentou a queda nos emplacamentos de todos os segmentos representados pela distribuição automotiva no País. “Já esperávamos essa queda no mês de fevereiro. Os motivos foram a menor quantidade de dias úteis, também em função do feriado de Carnaval. Este ano, tivemos apenas 17 dias úteis em fevereiro, contra 22 dias úteis em janeiro, e isso influenciou no resultado final”, avaliou Assumpção Júnior.

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Para os segmentos de automóveis e comerciais leves, o mês de fevereiro apresentou queda de 25,05% nos emplacamentos de automóveis e comerciais leves no país em relação a janeiro. Foram emplacadas 222.496 unidades em fevereiro contra 296.842 no mês anterior. Também houve retração de 5,65% na comparação entre fevereiro de 2013 e o mesmo período de 2012.

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Já no acumulado do ano, houve crescimento de 6,32% para estes segmentos. Foram emplacados, nos primeiros dois meses do ano, 519.338 automóveis e comerciais leves e, no mesmo período de 2012, o volume chegou a 488.459 unidades. ”No caso dos automóveis e comerciais leves, as razões da diminuição das vendas tem outros fatores além do menor número de dias úteis. Em janeiro, os concessionários ainda tinham estoque de carros sem a incidência do IPI e, em fevereiro, essa situação não se manteve. Com a volta do IPI, ainda que gradativa, houve reajuste de preço, o que gerou impacto psicológico sobre o consumidor.Também tivemos problemas na área de usados, cujas avaliações ainda estão instáveis, o que faz com que os clientes não estejam oferecendo o seu usado na troca por um carro zero km”, avaliou Alarico Assumpção Júnior, lembrando que a alta inadimplência é outro complicador para o setor. Segundo o presidente executivo da Fenabrave, a inadimplência, que chegou a 5,6% em fevereiro, contra 5,9% em janeiro, apesar de apresentar viés de queda, ainda refreia a concessão de crédito no mercado.

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Caminhões – A queda de 18,12% nos emplacamentos de caminhões em fevereiro, com relação a janeiro de 2013, e de 7,26% no acumulado dos dois primeiros meses do ano tem outras justificativas. Segundo Alarico Assumpção Júnior, no primeiro trimestre do ano é natural que haja menor demanda para caminhões leves e médios, responsáveis pela coleta e distribuição de carga fracionada ou industrializada. “Como já estamos em época de safra na agricultura, o maior volume de vendas está voltado para caminhões pesados e extrapesados, segmentos em que a produção industrial ainda não está regularizada, o que deve demorar uns 60 dias, mais ou menos”, explica o presidente executivo da Fenabrave.

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Motocicletas – A dificuldade de obtenção de crédito continua sendo o principal entrave para a recuperação do segmento de motocicletas no Brasil. Em fevereiro, o setor apresentou mais uma forte queda,de 19,39% sobre janeiro de 2013, e de 24,31% na comparação com fevereiro de 2012. Também no acumulado dos dois primeiros meses do ano, a queda foi expressiva, atingindo 17,54%. “Ainda estamos com apenas duas aprovações cadastrais a cada 10 fichas para financiamento. O que tem beneficiado o setor é o consórcio, que em 2012 respondeu por 35% das vendas deste segmento no país”, alerta Assumpção Júnior.

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Segundo o presidente executivo da entidade, apenas os financiamentos das motocicletas de alta cilindrada não apresentam problemas. “O perfil do consumidor dessas motos é diferente e, normalmente, não tem problemas para ter aprovação cadastral”, revela.

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Implementos Rodoviários - Foram vendidas 4.343 unidades em fevereiro, contra 4.977 em janeiro. Este valor representa queda de 12,74% entre os dois meses. Em relação a fevereiro do ano passado (3.716) o segmento apresentou alta, que chegou a 16,87% e, no acumulado do ano, em comparação ao ano passado, também houve crescimento de 27,79%.

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Outros veículos: Outros veículos, como carretinhas de transporte de motos, etc, também registraram retração nas vendas de 6,32% em fevereiro. Foram comercializadas 7.436 unidades, contra 7.938 em janeiro.

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Novas projeções para 2013

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Durante a coletiva de imprensa de janeiro, a Fenabrave divulgou projeções preliminares, que foram revisadas, e apresentadas à imprensa nesta terça-feira.

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Para o setor em geral, as previsões de crescimento passaram a 3,31% para 2013, contra uma projeção preliminar de 2,82%. “Estamos prevendo um crescimento que acompanhe a evolução estimada do PIB, que este ano deve chegar a 3%”, declarou Alarico Assumpção Júnior.

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  • Para automóveis e comerciais leves, a expectativa de crescimento sofreu retração diante das projeções iniciais, passando a 2,6%, contra os 3% divulgados anteriormente.
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  • O setor de caminhões deve alcançar 158.385 unidades este ano, numa elevação de 15%, ante os 16% previstos no início de janeiro. A manutenção do Programa de Financiamento BNDES PSI4, com taxas deflacionadas, beneficiará este segmento.
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  • O mercado de ônibus foi o que sofreu maior reavaliação. Saltou de uma estimativa de crescimento inicial de 4,11%, a nova projeção aponta para uma evolução de 15% em 2013. “As razões foram o volume de compras efetuadas pelos prefeitos que assumiram a gestão no início do ano e que investem mais em transporte público”, avaliou o presidente executivo da Fenabrave.
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  • O segmento de motocicletas, que ainda sofre com a retração de crédito, deve encerrar 2013 com crescimento de 3,7%, percentual maior que o projetado inicialmente, de 1,3%. Se confirmada a nova estimativa, serão emplacadas 1.697.990 unidades em 2013.
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Assessoria de Imprensa Fenabrave
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